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Nasceu o Large Hadron Collider (LHC)
2008, ano zero do LHC
O primeiro feixe circulou no Large Hadron Collider (LHC), no CERN, no dia 10 de Setembro às 09h20m.
O LHC, o maior e mais poderoso acelerador de partículas do mundo, colide feixes de partículas sete vezes mais energéticos
e cerca de 30 vezes mais intensos do que qualquer dos aceleradores anteriormente construídos pelo Homem.
O Departamento de Física da Universidade de Coimbra e o Laboratório Associado LIP (Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas) estão envolvidos neste projecto desde o seu início, tendo contribuído para a construção do detector ATLAS, um dos detectores instalados no LHC, para o desenvolvimento de software de simulação e análise de dados.
Durante décadas o Modelo Padrão da Física de Partículas tem sido uma teoria essencial na compreensão das leis fundamentais
da Natureza. Até hoje, esta teoria tem descrito, com surpreendente precisão, os dados experimentais observados com os
aceleradores de partículas. Apesar desta compreensão profunda e única que presentemente possuímos do Universo, existem
ainda questões em aberto no Modelo Padrão: qual é a origem da massa das partículas, onde está o bosão de Higgs,
porque existem 3 famílias de leptões e quarks, o que aconteceu às anti-partículas no Universo, o que é a matéria
e aenergia negra, existem mais dimensões para além das 4 que conhecemos hoje, etc.
Só com os dados experimentais que se esperam obter no LHC será possível continuar a testar e aprofundar o Modelo Padrão
por forma a dar resposta às questões ainda em aberto.
Os docentes, investigadores e estudantes da Universidade de Coimbra e do LIP irão continuar a trabalhar na operação do detector, e na aquisição e análise de dados, proporcionando formação avançada neste projecto internacional de física de partículas. Os dados registados pelos detectores do LHC são analisados no sistema de computação distribuída global denominado GRID, envolvendo dezenas de milhar de processadores distribuídos por todo o mundo. Parte destes cálculos serão feitos no Departamento de Física da Universidade de Coimbra, onde está instalado o cluster nacional da GRID, e que é constituído por algumas centenas de processadores. |